quarta-feira, 17 de abril de 2013

Jornal O Piagui edição Março - Prêmio ANU 2013




De repente passa um filme... está chegando a hora, a emoção é imensa!!! O momento é de agradecer, primeiramente a Deus por esta benção alcançada, em segundo a todos que acreditaram de verdade que o reconhecimento da família Raízes do Nordeste, inicialmente conhecido por Cia de dança PFTM chegaria e a todos que dedicaram seu tempo votando em nossa iniciativa, que divulgaram, o nosso muito OBRIGADO!
Daqui algumas horas o que predomina em nossa imaginação ganhará forma em nossas melhores lembranças futuras, a noite da comemoração, PREMIO ANU 2013.

A possibilidade do nosso trabalho ser reconhecido nacionalmente tornou-se mais concreto em 2010 quando pela 1ª vez  fomos indicados entre as cinco melhores iniciativas do Estado do Piauí, não sabíamos a magnitude disso tudo e a iniciativa do Labino foi vencedora. Em 2011, novamente recebemos a ligação da CUFA, pedindo que enviássemos nossa ação do ano e com Ruído da Senzala: um grito de liberdade ficamos mais uma vez entre as 5 do Piauí, fizemos o que estava ao nosso alcance, contudo foi a iniciativa de Teresina Cineperiferia que venceu, entre lágrimas nos conformamos, pois na época foram 35 mil ações inscritas e termos ficado entre o grupo seleto já era uma vitória.

E já quase no final do ano de 2012 entre conversas pensamos... quem serão os indicados desse ano? Já pensou se ficarmos mais uma vez entre as cinco? Uma semana depois em sala de aula recebi uma ligação do Rio, onde Julia Ornellas nos comunica que dentro do banco de dados da CUFA a nossa instituição tem destaque no Estado do Piauí e que se aceitássemos enviar nossa ação do ano estaríamos concorrendo a seleção das cinco iniciativas. E claro, a felicidade foi enorme mais uma vez, corremos contra o tempo e o Projeto Faça uma criança sorrir foi enviado. No final do mês de Novembro saiu o resultado, tivemos 20 dias para conseguir votos e o melhor presente de virada de ano foi A VITÓRIA DO PRÊMIO ANU DOURADO 2013 NO PIAUÍ PARA O PROJETO FAÇA UMA CRIANÇA SORRIR, GRUPO CULTURAL RAÍZES DO NORDESTE.




Todos vibraram, gritaram, nem acreditaram. Enfim, a nossa hora havia chegado. E do dia 05 de Janeiro a 20 de Fevereiro continuamos em processo de votação, agora Nacional concorrendo ao Prêmio Anu Preto, o mais esperado, onde as três mais votadas do ano o receberiam. A maratona de divulgação continua, agradecemos a todos os blogs, as Tvs que fizeram cobertura, as redes sociais, a revista Revestrés, aos nossos amigos, enfim todos que votaram, mais uma vez obrigado.
No dia 19 de Fevereiro, Fabiana Reis, coreógrafa do grupo e eu Rosiane Theóphilo seguimos rumo ao Rio de Janeiro representar o nosso grupo, a comunidade Vazantinha, a cidade de Parnaíba, enfim o estado do Piauí, a responsabilidade era toda nossa. Passamos pelos aeroportos de Teresina, Fortaleza, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo na volta. A ansiedade era imensa, a equipe da CUFA estava nos esperando muito calorosamente, assim como os outros estados. E logo, fomos entrevistadas sobre a emoção de receber o prêmio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o templo da cultura.




Seguimos em direção ao Hotel OK, localizado próximo ao teatro. As 19h já estávamos no local, ficamos no camarim aguardando, tivemos o momento com a equipe da Cufa e os artistas globais que lá estavam pra entregar os prêmios.







No 4º bloco, logo após a homenagem a Glória Maria seguiram as ações do PI e outros estados.
Na hora da chamada “Estado do Piauí: Projeto Faça uma criança sorrir, Grupo Cultural Raízes do Nordeste, não tem dinheiro que pague, o coração bateu mais forte, chegara o nosso momento. Agradeci a Deus, a todos que votaram, a Cufa pela visibilidade do prêmio, aquela noite estava sendo um marco em nossas vidas e em nome do Raízes do Nordeste e das crianças do projeto dedicamos o Anu a nossa coreógrafa Fabiana Reis que acreditou desde os 13 anos de idade que o sonho de ser reconhecido em esfera Nacional se tornaria realidade. E entre aplausos de todo o teatro nosso dever estava se cumprindo, recebemos o prêmio das mãos de André Ramiro.










Terminada a cerimônia seguimos para o Restaurante Cais do Oriente com todos os premiados para continuar a comemorar. Agradecemos a CUFA por essa iniciativa e desejamos vida longa ao Prêmio Anu que tem o poder de modificar a vida de pessoas que desenvolvem seus trabalhos em comunidades com situação desfavorável, sendo uma maneira de oferecer visibilidade e valorizar o que muitos não vêem estando tão perto.
Muitos projetos que se consagraram naquela noite, possuem patrocínios de grandes instituições, até mesmo apoio do poder público. E pensei, desenvolvemos nossa arte da dança há 10 anos e o Projeto das Crianças há 5 anos e até agora todas as conquistas devem-se a nossa força de vontade, ao apoio dos amigos que acreditam que podemos fazer a diferença, que auxilia na compra de tecidos para novos figurinos, que nos auxilia pra pagarmos transporte com o intuito de mostrarmos nosso trabalho em outras cidades, que em meio a uma dificuldade estão lá pra nos apoiar. Perdemos as contas de quantas vezes pagamos pra nos apresentar, de quantas vezes não podemos dividir um cachê que é recebido entre os dançarinos porque já temos outro projeto em mente, isso tudo pra não pararmos.







O nosso reconhecimento já existe fora do nosso estado, só precisamos que os empresários, o poder público da nossa própria cidade nos auxilie a ter o mínimo de condições para continuarmos a desenvolver nossa arte, de divulgar a cultura Parnaibana em outras cidades e estados, de podermos auxiliar de uma melhor forma as crianças da nossa comunidade. Possuímos apenas o piso para os ensaios, faltando teto e um local apropriado para colocarmos figurinos e elementos cênicos. Há 10 anos o grupo com recursos próprios divulga a cultura Parnaibana através da dança, sendo muito difícil permanecer por vários anos com os mesmos integrantes devido a necessidade de muitos saírem em busca de emprego. Sendo um dos sonhos dos integrantes poder se manter através de sua arte.






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